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Análises

Análises para o qualifying do US OPEN

Por Abra26 de ago. de 2026
Análises para o qualifying do US OPEN

🎾 Frederico Ferreira Silva (@ 2.30) vs. Jurij Rodionov (@ 1.54)
Ferreira Silva teve sua primeira vitória no US Open e o melhor: nos proporcionou um green com +money, com uma vitória em sets seguidos. O primeiro set contra Dedura Palomero foi duro, com muitos erros dos dois lados, mas o tuga foi melhor e mereceu sair na frente. Ferreira Silva é canhoto e possui bastante experiência no piso, mas na maioria esmagadora dos casos, sua experiência é à nível challenger. Agora, o nível sobe. Rodionov é muito mais perigoso em pistas rápidas do que Dedura e possui armas para assumir o controle dos pontos mais cedo. Inclusive, ontem eu já havia citado que via mais argumentos em seu lado contra Coppejans, apesar da derrota pesada para Sakamoto em seu último jogo antes do US Open ter me deixado com um pé atrás. No entanto, essa primeira rodada sólida me faz crer que Rodionov esteja mais próximo da vitória. Acredito que mereça o favoritismo e vença o jogo.

🎾 Daniel Rincon (@ 1.47) vs. Jordan Lee (@ 2.47)
Jordan Lee chegou chegando e logo na primeira rodada, sendo cotado como amplo azarão, mostrou sua qualidade. O atual campeão de Wimbledon Jr. conseguiu uma vitória grandiosa contra Mark Lajal, virando uma partida em que saiu atrás e eliminando um adversário relativamente duro para seu nível. Por outro lado, Rincon também precisou buscar uma virada e passou por Titouan Droguet, numa partidassa decidida no super tie-break. É possível que nesta partida, oscilações ocorram, assim como ocorreram nas respectivas primeiras rodadas, com muitas quebras criadas e sofridas. Por mais que Jordan Lee tenha impressionado, a cada rodada, a pressão é maior agora. O ponto positivo é que Lee joga em casa, conta com o apoio da torcida e realmente não se intimidou contra um adversário que, teoricamente, é superior a este próximo. Não posso chegar aqui e dizer que a odd do Jordan Lee está alta, porque realmente não tenho experiência de tela com o americano.

🎾 Jacob Fearnley (@ 1.21) vs. Luka Pavlovic (@ 3.70)
Fearnley é um nome que só de vê-lo com um favoritismo de @ 1.19, me dá arrepios. Mesmo achando que ele mereça o favoritismo, não penso que é pra tanto. Vamos lá: o britânico foi desenvolvido no College americano, pela Universidade do Texas, tem um jogo bastante agressivo, mas muito se passa pela sua direita. O problema é a quantidade imensa de DFs que ele comete durante seus jogos. Na primeira rodada foram 7. No entanto, existem adversários que conseguem se aproveitar desses lapsos que Fearnley demonstra. E à medida que eles o veem cometendo infinitas DFs, é de se esperar que cresçam na partida. Pavlovic não é nenhum idiota com a raquete, acredito que @ 4.40 seja muito alto para um jogador que, provavelmente, conseguirá oferecer resistência.

🎾 Genaro Alberto Olivieri (@ 3.60) vs. Tomas Barrios Vera (@ 1.26)
Olivieri conseguiu sua primeira vitória no US Open e isso obviamente lhe dá confiança, mas agora o nível sobe consideravelmente. O argentino não deixa de ser um rato do saibro, que se sente mais confortável em superfícies lentas e com quique alto. Barrios Vera também possui suas melhores características no saibro, mas considero o chileno mais completo e com mais recursos ofensivos para encontrar soluções em pistas rápidas. Além disso, é um jogador mais experiente em cenários como este. Concordo com o favoritismo, apesar de @ 1.26 não me interessar.

🎾 Kyrian Jacquet (@ 1.28) vs. Aziz Dougaz (@ 3.20)
Aziz Dougaz vem de uma vitória muito sólida na primeira rodada. Apesar de não ter tido números impressionantes com o serviço, não enfrentou uma situação de break point sequer. Além disso, cometeu poucos erros não forçados e conseguiu pressionar o saque de Federico Agustin Gomez, que não estava sacando mal. Para terem ideia, a velocidade média de seu primeiro saque foi de 224km/h e ele anotou 87% de pontos vencidos com o primeiro saque. Mesmo assim, Aziz criou várias situações de BP e soube aproveitar os segundos serviços do argentino. Contra Kyrian Jacquet, ele pode repetir a dose, considerando que o francês tem muito menos potência tanto no primeiro, quanto no segundo. Aziz Dougaz está com 24W-7L no hard neste ano e mesmo que seus jogos tenham sido à nível challenger, a confiança está alta. Não acho que ele será facilmente despachado por Kyrian neste jogo.

🎾 Andrea Guerrieri (@ 2.20) vs. Joel Schwaerzler (@ 1.65)
Schwaerzler precisou mostrar personalidade logo na primeira rodada. Saiu perdendo feio contra Gustavo Heide, mas conseguiu virar e confirmou o que já venho falando sobre seu talento. O austríaco é canhoto, possui bastante potência e gira muito bem a bola. O problema é que ele é jovem, comete muitos erros não forçados e se pegar um adversário um pouco mais focado que o brasileiro, é possível que não deixe crescer na partida, da forma como foi. Foi um belo verde com Schwarzler, mas foram muitas situações de BP criadas e um baixo aproveitamento. Não sei se quero repetir a dose. Guerrieri agora representa outro tipo de desafio, inclusive, eles disputaram a final de Grodzisk challenger há poucos dias e Schwaerzler levou a melhor, numa partida onde o primeiro set foi bastante apertado, caíndo para o lado do austríaco, e com o embalo, passou o carro com uma parcial de 7-6 6-1. Acredito que as odds estejam corretas, mas a impressão de Guerrieri na primeira rodada contra Holmgren, um jogador do College americano, foi realmente boa.

🎾 Vilius Gaubas (@ 1.26) vs. Marco Cecchinato (@ 3.60)
Não é exatamente o tipo de partida que me anima. Gaubas é jovem, possui intensidade e fisicamente consegue manter um nível alto durante bastante tempo. Cecchinato é um jogador da velha guarda, rato do saibro total e seus números no hard são horríveis. O italiano conseguiu passar pela primeira rodada, mas isso não muda o fato de que estas condições não favorecem suas principais características. Gaubas merece o favoritismo, mas @ 1.26 é muito baixo para um jogador inexperiente. As vezes, a experiência de Cecchinato pode contar muito mais do que os argumentos técnicos.

🎾 Elias Ymer (@ 1.83) vs. Cristian Garin (@ 1.87)
Tenho a impressão que todos os jogos de Cristian Garin são sempre decididos nos mínimos detalhes. O chileno é um cara aguerrido, não larga o osso e logo na primeira rodada, teve que passar por um super tie-break contra S. Johnson. Por outro lado, Elias Ymer venceu de Roncadelli em sets seguidos, mas ficou evidente a limitação do adversário. Inclusive, não é todos os dias que vemos Elias Ymer sendo cotado a @ 1.10. Bizarro... Elias Ymer venceu colocando 48% de primeiros serviços em quadra e uma velocidade média de 142 km/h nos primeiros serviços. Números relativamente baixos para enfrentar um jogador minimamente capacitado. Sendo assim, acredito que Cristian Garin possa fazer estrago, se jogar o que sabe. Claro que, ele terá que confirmar os games de serviço para aproveitar as possíveis vantagens.

🎾 Toby Samuel (@ 1.21) vs. Billy Harris (@ 3.75)
Odds um pouco exageradas, mesmo sabendo que Toby Samuel é um jogador com um futuro promissor e, basicamente, tenha em seu repertório, todos os pontos fortes de Billy Harris. Toby Samuel possui muita qualidade para condições rápidas e gosto bastante de seu repertório ofensivo. É um cara que bate fácil com a direita e que costuma comandar os pontos a partir dela. No entanto, Billy Harris também é apropriado para cenários de pistas rápidas. E isso pode realmente funcionar, se estiver num bom dia. Billy Harris é praticamente um servebot, dependente do primeiro serviço, mas já o vimos conseguindo boas vitórias contra adversários consolidados. Toby Samuel merece o favoritismo, mas minha opinião é que jogadores jovens e inexperientes não podem pagar tão pouco num cenário de grande pressão.

🎾 Remy Bertola (@ 1.90) vs. Harry Wendelken (@ 1.88)
Remy Bertola vem de uma vitória em que contou com uma péssima partida do adversário. Moro Canas anotou 9 winners e 23 erros não forçados. Remy Bertola foi mais proveitoso neste show de horrores mesmo colocando 48% de primeiros serviços em quadra, com 10 duplas faltas e uma proporção de 11 winners e 25 erros não forçados. Agora, Harry Wendelken pode oferecer uma partida mais complicada, considerando que tem feito bons jogos em solo americano há semanas. Mas não posso ser parcial, Harry Wendelken também vem com números baixíssimos na primeira rodada e precisou de 3 sets para vencer Travaglia. Difícil palpitar aqui.

🎾 Coleman Wong (@ 1.41) vs. Lukas Neumayer (@ 2.80)
Gostei bastante bastante da estreia de Lukas Neumayer: vitória com extrema propriedade, números altíssimos no serviço e nenhuma situação de bp sofrida contra James McCabe. Definitivamente, o adversário não é qualquer imbecil com a raquete. Neumayer jogou bem e merece reconhecimento. Por outro lado, Coleman Wong venceu de Elmer Moller numa partida repleta de erros não forçados e muitas situações de bp dos dois lados. Considerando que ele era o favorito a @ 1.18, a impressão que fica é que Wong demonstrou muitas vulnerabilidades. Se Moller tivesse aproveitado as inúmeras chances de bp, poderia ter mudado a história do jogo em que inclusive, saiu vencendo o primeiro set. Lukas Neumayer sendo cotado a @ 2.80 me faz pensar que há algum valor em seu lado. Ainda mais por ser um jogador de grande autoestima. E uma vitória da forma como foi, com certeza o alimentou de confiança.

🎾 Otto Virtanen (@ 1.45) vs. Jack Pinnington Jones (@ 2.65)
JPJ representou com o grupo e nos proporcionou um belo green a @ 2.30 contra Trevor Svajda numa vitória em sets seguidos. Por outro lado, Otto Virtanen venceu de Ugo Blanchet num jogo que foi muito mais eficiente do que dominante. Afinal, Ugo Blanchet não aproveitou nenhuma das 6 oportunidades de bp criadas e também, não cresceu contra um adversário que cometeu 11 duplas faltas. Otto Virtanen é um cara forte com seu game de serviço e isto justifica seus bons números em superfícies realmente rápidas: indoor e grama. No entanto, seus números no piso outdoor não são nada impressionantes e ele é sim, um adversário vulnerável nessas condições. JPJ pode oferecer mais resistência que Ugo Blanchet e o fato dele ter representado na R1 me deixa confiante em buscar algo a seu favor.

🎾 David Jorda Sanchis (@ 3.40) vs. Dusan Lajovic (@ 1.29)
Lajovic favorito no piso a @ 1.29 diz muito sobre o nível do adversário. Apesar do sérvio possuir muito mais experiência e qualidade técnica, seu estilo de jogo não é nada apropriado para pistas rápidas. É verdade que ele venceu de Kwon fazendo um jogo sólido, com pouquíssimos erros, mas Kwon apresentou problemas físicos na partida. Jorda Sanchis conseguiu avançar contra Henri Squire, mas continua sendo um jogador com poucas armas para incomodar em pistas rápidas. Dusan Lajovic é favorito, mas jamais compraria a @ 1.29.

🎾 Timofey Skatov (@ 5.00) vs. Grigor Dimitrov (@ 1.15)
Ok, Dimitrov venceu muito bem L. Giustino: 6-0 6-3. Mas, como disse na análise passada, o desafio não era nada considerável e serviria para acompanharmos seu desempenho. O resultado foi o melhor possível e agora, apesar de o desafio ainda não ser preocupante, será um pouco mais exigente. Skatov é um jogador muito mais sólido do fundo de quadra, coloca bastante bola em jogo e pode ao menos fazer com que Dimitrov construa melhor seus pontos. O problema é que não possui um poder de fogo considerável para pistas rápidas e provavelmente, não conseguirá machucar o búlgaro se ficar apenas se defendendo. Dimitrov possui muito mais variações, potência e capacidade para encurtar os pontos. Depois de uma estreia praticamente perfeita, não vejo motivos para inventar algo contra ele. O bom é que seu chaveamento está ridiculamente fácil e com possíveis vitórias tranquilas, o mercado irá valorizá-lo demais. Ainda iremos contra Dimitrov, mas não chegou o momento.

🎾 Francesco Passaro (@ 1.88) vs. Tom Gentzsch (@ 1.90)
Francesco Passado sempre foi defendido nas Sugestões do Abra, dizendo que o considero um nome de bastante qualidade e com grande repertório. Infelizmente, é um cara que tem oscilado bastante e tem jogado um tênis abaixo do seu teto. No entanto, a vitória contra Felix Gill foi bastante convincente. Foram 30 winners e apenas 12 erros não forçados. Além de uma partida bastante segura, conseguiu pressionar o saque do adversário a todo momento. Por outro lado, Tom Gentzsch é um cara que estou de olho desde o início do ano. O alemão destrói com seu forehand e gera potência com extrema facilidade. Para mim, é um jogador totalmente adequado para pistas rápidas e pelo que vi, tem qualidade e teto para evoluir muito. Agora já passou pelo primeiro teste e enfrenta Passaro, um jogador com mais casca e com maior capacidade para dificultar sua batida, o colocando para golpear na corrida. As odds estão praticamente iguais e acho justo. Gentzsch ainda é bastante cru, mas seu estilo pode causar bastante estrago em condições rápidas. Porém, Passaro é um jogador com mais variação e pode propor algo bem diferente do que Tom enfrentou na primeira rodada,

🎾 Dalibor Svrcina (@ 1.46) vs. Alexis Galarneau (@ 2.65)
Svrcina não teve um grande desafio na primeira rodada. Apesar de Felipe Meligeni vir confiante pelas semanas no saibro, o cenário era completamente diferente e o brasileiro não conseguiu aproveitar seu bom momento. Como havia citado, Svrcina é um jogador que coloca muita bola em quadra, se movimenta bem e consegue obrigar o adversário a trabalhar bastante pelos pontos. Agora acredito que teremos um teste mais interessante. Galarneau é muito mais habituado ao hard norte-americano e ontem eu já havia destacado sua experiência nessas condições. O canadense também buscava sua primeira vitória no US Open e finalmente conseguiu quebrar essa maldição. Por isso, apesar de entender o favoritismo de Svrcina, não acho que seja uma segunda rodada tão tranquila quanto a primeira. Vejo leve valor em algo a favor do canadense nessas odds.

🎾 Thiago Seyboth Wild (@ 2.35) vs. Mackenzie McDonald (@ 1.57)
Sempre defendi que Wild possui armas para performar bem em pistas rápidas. O brasileiro consegue gerar muita potência, principalmente com a sua direita venenosa, e quando está confiante, joga mantendo-se no controle dos pontos e acaba dificultando bastante a vida dos adversários. Não tenho dúvidas do talento de Wild, o grande problema é seu mental extremamente abalável. E agora, Wild enfrentará um atleta local, que apesar de ser limitado, é muito acostumado com o hard americano. McDonald bate cedo na bola, se movimenta muito bem e pode explorar justamente as oscilações que Wild apresenta durante as partidas. Além disso, é um cara tranquilo que dificilmente perde a cabeça e este é um ponto a ser considerado num jogo de grande pressão. Confesso que acho a odd do Wild atrativa, mas é aquelas coisas: se você for arriscar, saiba que ele pode apresentar um comportamento bem pior do que Rublev em seu pior dia. Na verdade, em termos de birra, Rublev é uma criança perto do Wild. Enfim, é uma aposta de risco, mas não acho nada improvável.

🎾 Shintaro Mochizuki (@ 1.69) vs. Braden Shick (@ 2.12)
Mochizuki é tecnicamente superior e possui muita qualidade, mas como sempre digo, é um nome muito vulnerável nos games de serviço. Porém, ele sabe disso e é totalmente acostumado a jogar com quebra atrás. Shick, por outro lado, joga em casa e chega extremamente confiante no hard, são 31W-9L na superfície e apesar de todos os jogos terem sido à nível challenger/ITF, começar no qualifying do US OPEN vencendo muito bem como azarão, em sets seguidos, lhe dá a confiança necessária. Mochizuki não é o tipo de adversário que assusta estando do outro lado da quadra. Há nomes neste qualifying que poderiam fazer Braden Shick entrar com um pé atrás antes mesmo do jogo começar, mas não acredito que o japonês seja um deles. Portanto, se houver pressão no lado do americano, penso que esteja muito mais relacionada à magnitude de disputar um Grand Slam do que propriamente ao adversário

🎾 Arthur Gea (@ 1.36) vs. Clement Chidekh (@ 3.05)
Agora teremos um teste muito mais interessante para Arthur Gea. O francês está vivendo uma fase absurda, joga um tênis extremamente maduro e provavelmente, é o adversário mais "On Fire" deste qualifying. Chidekh, por outro lado, possui muito mais recursos para pistas rápidas do que o pobre Summit Nagal e consequentemente, pode oferecer um desafio mais duro para Gea. De qualquer forma, Arthur Gea é um ponto fora da curva e está jogando um Tênis de TOP 50 neste ano. É bem possível que consiga seguir vivo, considerando a diferença de nível tático e técnico.

🎾 Luka Mikrut (@ 2.12) vs. Nishesh Basavareddy (@ 1.69)
Basavareddy conseguiu passar pela primeira rodada e isso é importante depois de tanto tempo afastado. Sempre gostei bastante do americano e continuo acreditando em seu potencial. Foi desenvolvido no College, conhece perfeitamente essas condições e possui um jogo muito completo: bom controle de bola, movimentação intensa, sabe trabalhar a rede, tem recursos para quebra de ritmo e já possui uma certa experiência em grandes cenários. Mikrut também venceu seu primeiro teste, então aquela enorme dúvida sobre ritmo diminui dos dois lados. Mas não podemos desconsiderar o fato de que Mikrut enfrentou um jogador que tem 0W-4L em hard nos últimos 2 anos. Independentemente do resultado, é fato que Basavareddy seja superior e mais apropriado para o hard americano.

🎾 Rei Sakamoto (@ 1.43) vs. Alexandre Muller (@ 2.75)
Sakamoto é um jovem que gosto bastante e possui armas muito interessantes para pistas rápidas. Saca bem, não possui medo de acelerar e joga um tênis agressivo, independentemente se está confiante ou não. E sim, isso é basicamente inconsequência do japonês, mas este é o perfil dele e gosto disso. Muller é muito mais experiente e certamente tentará fazê-lo jogar uma bola a mais, evitando transformar a partida numa trocação franca. Além disso, o francês sabe como contra-atacar e já é acostumado contra esse tipo de adversário. Apesar de sua fase não ser boa, é um jogador de grande talento que pode ter virado a chave com a vitória na primeira rodada contra Laslo Djere. Acho a odd de Rei Sakamoto muito baixa...

🎾 Kei Nishikori (@ 1.68) vs. Michael Antonius (@ 2.15)
Nishikori conseguiu passar pela primeira rodada e, para um jogador que vinha cercado de tantas dúvidas, isso já é bastante importante. Apesar de ter vivido mais altos do que baixos, o segundo set foi preocupante, mas nada como devolver o placar no terceiro (6-1 2-6 6-2). Agora enfrenta Michael Antonius, que também surpreendeu ao eliminar Henry Searle da forma como foi. E isso é bastante importante, considerando que Antonius está buscando seu espaço. Porém, agora encontrará um adversário de outro nível. Nishikori é ex-top 16, sabe utilizar muito bem os ângulos, tem um repertório ofensivo bem vasto e pode propor algo que Michael Antonius nunca enfrentou. Não gosto dessas odds porque me cheiram a trap, mas é fato que Kei Nishikori merece o favoritismo.

🎾 Henrique Rocha (@ 1.75) vs. Lloyd Harris (@ 2.05)
Gosto bastante de Henrique Rocha e penso que ele pode entregar um bom tênis em pistas rápidas. Inclusive, já o vimos entregando. Sua vitória na primeira rodada foi bem interessante, mas agora o estilo de jogo é bem diferente. Harris possui exatamente as armas que podem funcionar contra o português: saque estrondoso, potência e capacidade para finalizar os pontos muito rapidamente. O sul-africano vem vivendo um excelente momento e, quando consegue colocar a primeira bola em quadra, não dá ritmo ao adversário. Rocha possui talento e pode fazê-lo trabalhar nas trocas, caso consiga neutralizar o primeiro serviço. O ponto positivo para o tuga é que Lloyd Harris vem de um desgaste acumulado por estar disputando várias partidas seguidas e inclusive, solicitou MTO na primeira rodada. Se Rocha conseguir propor um duelo físico, pode ser que consiga vencer.

🎾 Zsombor Piros (@ 1.61) vs. Daniil Glinka (@ 2.25)
Piros conseguiu passar pela primeira rodada da melhor forma possível, descartando a preocupação que existia em relação à sua condição física, mencionada na análise passada. Glinka também avançou e como disse na análise, considerava a odd de Pedro Martinez bem perigosa. E mesmo que o espanhol tivesse com números positivos no piso, é um jogador que naturalmente possui muitas limitações no hard, principalmente por ter um saque de nível WTA. Agora, Glinka enfrentará um adversário capaz de produzir muito mais em pistas rápidas. Inclusive, Piros conseguiu se qualificar no ano passado para o US Open com partidas relativamente tranquilas. Concordo com o favoritismo de Piros, mas é importante considerar que seu adversário da primeira rodada foi bem acessível.

🎾 Hugo Gaston (@ 1.54) vs. Andre Ilagan (@ 2.40)
Hugo Gaston é um jogador muito habilidoso com a raquete: muda o peso, altura, utiliza drop shots e não costuma apresentar um jogo monótono. Ilagan, porém, é o atleta local, conhece o hard americano e vem num ritmo absurdo em pistas rápidas neste ano. No entanto, é de se considerar que Ilagan ainda é bem inexperiente e esta será sua terceira partida à nível ATP do ano. Gaston é mais experiente, sabe que seu chaveamento não está nada impossível, mas não é nada confiável em pistas rápidas. Apesar de ter elogiado Gaston, é de se considerar que o francês possui um game de serviço bem limitado e este pode ser o caminho para o jovem americano. Não menosprezaria Ilagan.

🎾 Nicolai Budkov Kjaer (@ 2.30) vs. Christopher O'Connell (@ 1.60)
Finalmente temos Budkov Kjaer sendo precificado como underdog e acho que faz muito mais sentido. Digo isso porque Budkov é bem overrated pelos bookmakers e realmente, não o considero tudo isso, em comparação aos outros jovens da Next Gen. Não nego seu talento, mas acho que o mercado tem que dar uma segurada. Por outro lado, O'Connell é mais experiente, gosta bastante de pistas rápidas e possui mais recursos. O problema é que o australiano é completamente de lua e não consigo confiar nele pagando odds baixas. Budkov é um jogador que cresce quando ganha ritmo e não acho que O'Connell seja um jogador que necessariamente consiga interromper o ritmo na maior parte do tempo. Ele até tem o saque + rede, pode finalizar algumas bolas no primeiro contato, mas é um jogador que precisa construir o ponto, normalmente. Entendo seu favoritismo, mas para Budkov, é bem mais interessante enfrentar jogadores deste perfil do que grandes sacadores ou ball strikers.

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