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US Open 2026: análise dos quatro quadrantes da chave masculina

Por Abra27 de ago. de 2026
US Open 2026: análise dos quatro quadrantes da chave masculina

A chave masculina do US Open 2026 está definida. Alexander Zverev aparece como principal cabeça de chave, enquanto Carlos Alcaraz ocupa a segunda posição e retorna ao circuito justamente em Nova York, onde defende o título conquistado na temporada passada.

A principal ausência é Jannik Sinner. O número 1 do mundo desistiu do US Open devido a uma lesão no joelho direito, problema que também o impediu de disputar os Masters 1000 de Montreal e Cincinnati. Mesmo após retornar aos treinamentos em Monte Carlo, o italiano e sua equipe entenderam que ele ainda precisava de mais tempo para se recuperar.

Com isso, Zverev passou a liderar a parte superior da chave. E agora, sendo um campeão de Slam, é difícil não considerar que o alemão possa conquistar seu segundo Slam da carreira, no mesmo ano. Será?

1º quadrante: caminho interessante para Zverev

Alexander Zverev começa o US Open contra Lorenzo Sonego e, olhando para as primeiras rodadas, não parece ter recebido uma chave das mais complicadas. Quentin Halys e Facundo Diaz Acosta aparecem como possíveis adversários na segunda rodada, enquanto Yannick Hanfmann e Luciano Darderi estão entre os nomes da sua zona.

O primeiro ‘grande’ teste projetado aparece nas oitavas de final. Lorenzo Musetti é o cabeça de chave mais bem posicionado no outro setor e seria o adversário de Zverev caso ambos confirmem seus respectivos favoritismos. Mas nessa fase atual de Musetti, não acho que seja um grande problema para o alemão.

Na outra metade do quadrante, Alex de Minaur aparece como o principal nome. Mas com essa “bolinha” que tem jogado, não o cogito indo tão longe. Apesar que seu físico é insano para um formato de MD5.

2º quadrante: Felix Auger Aliassime e Cobolli, será que chegam?

Felix Auger Aliassime é o principal cabeça de chave do segundo quadrante e estreia contra Rinky Hijikata. Karen Khachanov pode aparecer já na terceira rodada, enquanto Jakub Mensik está posicionado como possível adversário nas oitavas.

Também chama atenção a presença de Daniel Vallejo contra Gael Monfils na primeira rodada: jogasso, que promete bastante. Com exceção da última derrota de Vallejo, que foi avassaladora, o paraguaio está jogando um tênis bem convincente desde o início da gira no piso. Mais abaixo, Learner Tien estreia diante de Nuno Borges e pode encontrar justamente o vencedor desse confronto na sequência.

Do outro lado do quadrante, Taylor Fritz aparece como um dos principais nomes, mas o cabeça de chave responsável por fechar essa zona é Flavio Cobolli. Francisco Cerundolo, Juncheng Shang e Tristan Schoolkate também aparecem nesse setor. Aqui, gosto bastante de Fritz e acho que o americano pode ir longe.

Pelo ranking, Auger-Aliassime e Cobolli formariam uma das quartas de final. Ainda assim, é provavelmente um dos quadrantes que mais oferecem espaço para alguém fora dos principais cabeças de chave avançar bastante no torneio.

3º quadrante: Djokovic e Medvedev podem se encontrar nas quartas

O terceiro quadrante terá vários jogadores que costumam mandar muito bem em Nova York. Além do Medvedev, temos Novak Djokovic, the GOAT.

Medvedev começa contra um qualifier ou lucky loser e tem nomes como Arthur Rinderknech, Valentin Vacherot e Frances Tiafoe em seu lado da chave. Tiafoe, principalmente, tem jogado um tênis de altíssima qualidade desde o início da gira de grama. Em NY, o famoso “Leão de Público” pode ir longe, considerando o trabalho duro que tem feito.

Do outro lado aparecem Brandon Nakashima, Andrey Rublev, Marin Cilic, Matteo Berrettini e Stan Wawrinka. Djokovic estreia contra Mariano Navone e poderá encontrar Berrettini ou Wawrinka já na segunda rodada.

O sérvio persegue o 25º título de Grand Slam da carreira e a ausência de Sinner abre uma oportunidade sinistra. Ainda assim, seu quadrante está bastante difícil. Se os cabeças de chave avançarem, Djokovic e Medvedev se enfrentariam nas quartas de final.

4º quadrante: Alcaraz retorna com Shelton em seu caminho

Enfim, Carlos Alcaraz retornou. Que notícia excelente! O atual campeão retorna depois de cinco meses afastado por uma lesão no punho e fará justamente no US Open sua primeira partida de simples desde o período inicial da temporada europeia de saibro.

Sua estreia será contra Roman Safiullin. Depois disso, Jenson Brooksby aparece como possível adversário na segunda rodada e Matteo Arnaldi é o cabeça de chave projetado para enfrentá-lo na terceira.

Vamos e convenhamos, não há nada o que temer. Na verdade, o único confronto inicial que pode ser considerado difícil é contra Safiullin, que já o venceu no piso, há não muito tempo. Para o retorno de Alcaraz, poderia ser muito pior…

Arthur Fils aparece como possível adversário nas oitavas de final, enquanto Ben Shelton é o cabeça de chave projetado para as quartas.

Shelton, porém, também terá trabalho para chegar até lá. Hubert Hurkacz, Denis Shapovalov, Jiri Lehecka e Tomas Machac estão espalhados por sua metade do quadrante.

Se o chaveamento seguir a lógica dos principais favoritos, Alcaraz enfrentaria Shelton nas quartas e Djokovic na semifinal. A final projetada pelo ranking seria justamente contra Zverev.

Por fim,

Brasil não terá representantes na chave de simples :(

O Brasil não participará do US OPEN: nenhum brasileiro disputará as chaves principais de simples.

Joao Fonseca seria o nosso representante, mas desistiu do torneio por conta de uma lesão abdominal. O problema apareceu durante a passagem por Cincinnati e, após realizar exames e iniciar o tratamento, Fonseca e sua equipe concluíram que seria necessário mais tempo para uma recuperação completa.

Com isso, restava a possibilidade de classificação através do qualifying.

Gustavo Heide foi eliminado ainda na primeira rodada. Thiago Seyboth Wild conseguiu avançar em sua estreia, mas caiu na segunda rodada diante de Mackenzie McDonald, por 6-4 e 6-4.

Com a desistência de Fonseca e as eliminações no qualifying, o Brasil ficará sem representantes nas chaves de simples do US Open pela primeira vez desde 2018. Triste vida.

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