US Open 2026: análises da terceira rodada com Alcaraz, Medvedev e mais

🎾 Daniil Medvedev (@ 1.37) vs. Arthur Rinderknech (@ 3.25)
Com todo respeito a Hugo Gaston e Sebastian Gorzny, não tem como utilizar esses dois jogos como parâmetro para entender forma de Daniil Medvedev neste US OPEN. O nível dos adversários era infinitamente inferior e o russo simplesmente fez o o que tinha que ser feito. Agora teremos o primeiro teste, mesmo sabendo que Arthur é de prateleiras abaixo. Rinderknech já mostrou recentemente que pode incomodar Medvedev: eliminou o russo na SF de Shanghai em 2025, vencendo por 2-1 num jogasso de tênis. E eu e$tava lá! Agora, o francês chega jogando um tênis MUITO agressivo, venceu 83% dos pontos disputados com o primeiro saque na última partida e sua relação entre winners e UEs tem sido excelente. E a minha percepção sobre a forma como ele chega é igual a que vi em Shanghai: jogo agressivo funcional. Um ponto que me preocupa é que Rinderknech colocou apenas 56% dos primeiros serviços em quadra. Contra um devolvedor de elite como Medvedev, isso é pouco. Por outro lado, pensando no copo meio cheio, esse número me faz crer que exista margem para subir tranquilamente. E caso consiga, seu saque + primeira bola pode deixar os sets apertados. Rinderknech está jogando bem, gosta de partidas grandes e para mim, não é um cara que vai entrar de cabeça baixa. Medvedev é favorito, obviamente, mas penso que ele vai ter que jogar um tênis que faz tempo que não o vejo jogando. E ah, Medvedev sofreu contra big servers em seus últimos jogos, derrotas para Nakashima, Martin Damm e Struff. Rinderknech tem exatamente esse perfil.
Meu palpite: Ambos vencem um set / Rinderknech HC+.
🎾 Yibing Wu (@ 9.25) vs. Carlos Alcaraz (@ 1.07)
A partida mais insana que já vi de Yibing Wu foi justamente contra Carlos Alcaraz. E você pode pensar: “O YIBING WU JÁ GANHOU DO ALCARAZ?”. NÃO! Foi numa derrota. Eles se enfrentaram em Shanghai e Carlitos venceu por 7-6 6-3, mas acreditem: Wu jogou MUITO tênis naquela partida, mesmo tendo o azar de ter encontrado a versão endemoniada do Carlitos. Duas temporadas se passaram e agora, o chinês chega ao US OPEN numa condição que raramente conseguimos vê-lo: saudável, fresco e confiante. Contra Duckworth, anotou 36 winners e apenas 12 UEs, não enfrentou um único break point e passou o carro em sets seguidos. Antes disso, já havia vencido Adam Walton também sem perder set. “Mas Abra, foi contra Walton e Duckworth.” Tudo bem. O nível agora sobe um pouquinho (rs). Mas considerando todo o contexto, acho que essas vitórias devem sim ser levadas em consideração. Sempre disse que Wu possui talento para se manter no TOP 50, o grande problema é que seu físico não acompanha. Não preciso me estender sobre as qualidades do Alcaraz e o quão incrível ele tem sido após 4 meses parado. Mas ainda não o considero imbatível. Acredito que assim como Jaime Faria, Yibing Wu também consiga levar um set do Alcaraz, pelo menos.
Meu palpite: Ambos vencem um set.
🎾 Tomas Martin Etcheverry (@ 2.05) vs. Mariano Navone (@ 1.87)
Navone nos proporcionou um belíssimo green contra Matteo Berrettini. Honestamente, depois do nível que tinha visto contra Djokovic, meu único arrependimento foi não ter aumentado a stake naquela odd de @ 2.55. Berrettini simplesmente não estava jogando o tênis que o mercado achou que estivesse quando o precificou daquela forma. E preciso continuar rasgando elogios para Navone. O argentino está jogando um tênis absurdo, extremamente intenso fisicamente e o que mais chama a atenção é que ele simplesmente NÃO BAIXA O NÍVEL DE INTENSIDADE. Insano esse cara! E acho que vocês já entenderam que ele não é um grinder nessa altura do campeonato. Navone gosta sim de agressivar e tem conseguido fazer isso contra Djokovic e Berrettini... O argentino tem conseguido controlar os pontos, variando peso e altura, escolhido muito bem quando acelerar e mostrado bastante criatividade ofensiva. Agora enfrentará um cara da mesma escola. A única diferença é que mesmo eles tendo a capacidade de serem muito defensivos, Etcheverry prefere jogar no contra-ataque e seu físico é um diferencial para esse jogo. Navone enfrentou um senhor de idade e Berrettini, que há tempos não tem a mesma intensidade. Neste confronto, Etcheverry tem 2-0 no H2H, mas ambos os confrontos tenham acontecido no saibro. Estou MUITO curioso para esse duelo no hard porque, apesar das características parecidas, acho que Navone atualmente controla melhor os pontos e possui mais soluções quando precisa assumir a iniciativa. As odds me pegaram um pouco.. Estou achando estranho estarem sendo colocados em pé de igualdade, mesmo com Navone vindo com as maiores vitórias de sua carreira. Acho que vou passar Navone dessa vez, mesmo que ele tenha proporcionado um verde na rodada passada. Enfrentar um compatriota e amigo que te conhece de cabo a rabo pode ser diferente.
Meu palpite: Ambos vencem um set.
🎾 Alex Michelsen (@ 1.60) vs. Daniel Merida (@ 2.40)
Agora conseguem entender porque acho que Daniel Merida tem talento para o top 20? O que esse cara tá jogando nessa temporada é bizarro. E vindo de uma vitória extremamente dominante contra Rublev, a situação só melhora. Para terem ideia, em 4 sets contra Rublo, ficou 5/6 nos BPs e conseguiu controlar um dos baseliners mais sólidos que adora pancadaria, em pistas rápidas. Insano! E agora na sequência, enfrentará outro jogador com um perfil próximo: Michelsen também gosta de jogar agressivando na linha de base, tem golpes extremamente flats e capacidade para finalizar o ponto em poucas trocas. Não, não estou comparando Michelsen com Rublev, só estou dizendo que enfrentar jogadores semelhantes em B2B pode ajudar Merida a não ter que adaptar um novo plano de jogo. E Merida já mostrou que pode lidar com esse padrão, não só nessa vitória contra Rublev. O espanhol também venceu de Ugo Humbert, Griekspoor e Cilic. E a cereja do bolo: enfrentou Michelsen nesse meio tempo em Montreal e o venceu num jogo que poderia ter sido muito mais fácil, com vitória em sets seguidos. E se naquele momento eu já gostava das odds de Merida, quem dirá agora. Desde então, sua trajetória só lhe deu ainda mais casca para enfrentar uma partida desse tamanho. Merida está jogando o fino do tênis e ninguém sabe onde ele pode chegar. Antes mesmo desse boom em pistas rápidas, eu já falava sobre a facilidade absurda que Merida possui para gerar potência e como isso o ajudaria nestes cenários. Ao contrário de muitos, nunca achei que ele se limitaria ao saibro. Enfim, o que quero dizer é que no US OPEN, Merida chega ainda mais confiante e com uma vitória recente no h2h a seu favor. Confesso que não entendi esse preço... E pelo que tem sido apresentado por ambos, você deve concordar comigo que as odds deveriam estar mais próximas. Por fim, não serei injusto com Michelsen que é um cara que eu passei a curtir ao longo do tempo. O americano tem o pedigree do hard court e adora essas condições. Mas como forma de entender seu preço, acredito que o mercado esteja considerando sua vitória dominante contra Nakashima que vinha On Fire. Mas a grande verdade é que Naka demonstrou sinais de desgaste físico devido a bateria intensa de jogos. Este pode ser um jogasso e obviamente, tudo que eu analisei pode cair por terra. Mas considerando a diferença de preço, acredito que seja um must bet.
Meu palpite: Daniel Merida vence um set ou mais / Merida vence.
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